Vem,
Meu menino vadio
Vem,
Sem mentir pra você
Vem,
Mas vem sem fantasia
Que da noite pro dia você não vai crescer
Vem,
Por favor não evites
Meu amor, meus convites
Minha dor, meus apelos
Vou tem envolver nos cabelos
Vem perder-te em meus braços
Pelo amor de Deus
Vem, que eu te quero fraco
Vem, que eu te quero tolo
Vem, que eu te quero todo meu
Ah, eu quero te dizer
Que o instante de te ver custou tanto penar
Não vou me arrepender,
Só vim te convencer que eu vim pra não morrer
De tanto te esperar
Eu quero te contar das chuvas que apanhei
Das noites que varei no escuro a te buscar
Eu quero te mostrar as marcas que ganhei
Nas lutas contra o rei
Nas discussões com Deus
E agora que eu cheguei
Eu quero a recompensa
Eu quero a prenda imensa dos carinhos teus...
Para Jean Luvisoto. Pour toi, mon coeur...mon petit avec le nom français... sempre, porque só tu podes entender aquilo que eu ainda não disse, mas deixo transparecer nos olhos...
terça-feira, 30 de outubro de 2007
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
"Eu sei que atrás desse universo de aparências,
Das diferenças todas,
A esperança é preservada.
Nas xícaras sujas de ontem
o café da manhã é servido.
Mas existe uma palavra que não suporto ouvir,
e dela não me conformo.
Eu acredito em tudo,
mas quero você agora.
Eu te amo pelas tuas faltas,
pelo teu corpo marcado,
pelas tuas cicatrizes,
pelas tuas loucuras todas, minha vida.
Eu amo as tuas mãos,
mesmo que por causa delas
eu não saiba o que fazer com as minhas.
Amo teu jogo triste.
As tuas roupas sujas
é aqui em casa que eu lavo.
Eu amo a tua alegria.
Mesmo fora de ti,
eu amo a tua essência.
Até pelo que você poderia ter sido,
se a maré das circunstâncias
não tivesse te banhado
nas águas do equívoco.
Eu te amo nas horas infernais
e na vida sem tempo, quando,
sozinha, bordo mais uma toalha de fim de semana.
Eu te amo pelas futuras rugas.
Eu te amo pelas tuas ilusões perdidas
e pelos teus sonhos inúteis.
Amo teu sistema de vida e morte.
Eu te amo pelo que se repete
e nunca é igual.
Eu te amo pelas tuas entradas,
saídas e bandeiras.
Eu te amo desde os teus pés
até o que te escapa.
Eu te amo de alma para alma.
E mais que as palavras,
ainda que seja através delas
que eu me defenda,
quando digo que te amo
mais que o silêncio dos momentos difíceis,
quando o próprio amor vacila".
Para você, amor maior... repleto da "saudade ancestral"...
Das diferenças todas,
A esperança é preservada.
Nas xícaras sujas de ontem
o café da manhã é servido.
Mas existe uma palavra que não suporto ouvir,
e dela não me conformo.
Eu acredito em tudo,
mas quero você agora.
Eu te amo pelas tuas faltas,
pelo teu corpo marcado,
pelas tuas cicatrizes,
pelas tuas loucuras todas, minha vida.
Eu amo as tuas mãos,
mesmo que por causa delas
eu não saiba o que fazer com as minhas.
Amo teu jogo triste.
As tuas roupas sujas
é aqui em casa que eu lavo.
Eu amo a tua alegria.
Mesmo fora de ti,
eu amo a tua essência.
Até pelo que você poderia ter sido,
se a maré das circunstâncias
não tivesse te banhado
nas águas do equívoco.
Eu te amo nas horas infernais
e na vida sem tempo, quando,
sozinha, bordo mais uma toalha de fim de semana.
Eu te amo pelas futuras rugas.
Eu te amo pelas tuas ilusões perdidas
e pelos teus sonhos inúteis.
Amo teu sistema de vida e morte.
Eu te amo pelo que se repete
e nunca é igual.
Eu te amo pelas tuas entradas,
saídas e bandeiras.
Eu te amo desde os teus pés
até o que te escapa.
Eu te amo de alma para alma.
E mais que as palavras,
ainda que seja através delas
que eu me defenda,
quando digo que te amo
mais que o silêncio dos momentos difíceis,
quando o próprio amor vacila".
Para você, amor maior... repleto da "saudade ancestral"...
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Eu Sei que Vou Te Amar - Vinícius de Moraes
Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida, eu vou te amar
Em cada despedida, eu vou te amar
Desesperadamente
Eu sei que vou te amar
E cada verso meu será pra te dizer
Que eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida...
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua, eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que essa tua ausência me causou
Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
À espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida...
Pour toi... Lembrei desse poema hoje e vi que ele sintetiza tudo aquilo que eu queria que você soubesse, independente de tudo... Abimo Pectore.
Por toda a minha vida, eu vou te amar
Em cada despedida, eu vou te amar
Desesperadamente
Eu sei que vou te amar
E cada verso meu será pra te dizer
Que eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida...
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua, eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que essa tua ausência me causou
Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
À espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida...
Pour toi... Lembrei desse poema hoje e vi que ele sintetiza tudo aquilo que eu queria que você soubesse, independente de tudo... Abimo Pectore.
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Poesias de Marcos Caiado
às vezes você some
e fico eu só
fazendo serenata pro trombone.
por que você não pega o telefone e me liga?
por que não me escreve, ou berra o meu nome?!
- me dá um grito! -
às vezes você some e fico eu só,
neste ímpeto de querer rumar a cabeça num paralelepípedo.
amor não tem que ser suicídio,
dá meia-volta e volta.
volta ao início.
quando você desaparece,
até o travesseiro vira precipício.
..........................................................................................................................................................................
resto eu agora,
sem prumo e sem colo,
assassinando sóis no underground.
eu estou na u.t.i. com a cabeça a prêmio
e cada vez que você vem me visitar, baby,
é para desligar o balão de oxigênio.
.........................................................................................................................................................................
pensei que fosse oceano;
era só um aquário.
pensei que fosse paris;
eram os 20 watts de uma lâmpada no canto de um cenário.
pensei que fosse mozart;
eram os acordes imperfeitos
de um jingle ordinário.
pensei que fosse o pecado maior;
era o mea-culpa
de um réu-primário...
pensei que fosse você,
mas era apenas o sol.
........................................................................................................................................................................
se eu penso em você ao meio-dia
um segundo depois são onze e vinte da noite.
tudo escurece: o mote, o norte, os montes e a luz do poste.
morre o vaga-lume, some o horizonte.
quando penso em você,
independentemente da hora,
o relógio agoniza, a lua suicida e a poesia adoece.
apenas a tristeza roça além do que não pode...
quando penso em você.
quando penso em você, a literatura se fode e,
quase, vira zero: zero vírgula,
este verso que não morde.
e fico eu só
fazendo serenata pro trombone.
por que você não pega o telefone e me liga?
por que não me escreve, ou berra o meu nome?!
- me dá um grito! -
às vezes você some e fico eu só,
neste ímpeto de querer rumar a cabeça num paralelepípedo.
amor não tem que ser suicídio,
dá meia-volta e volta.
volta ao início.
quando você desaparece,
até o travesseiro vira precipício.
..........................................................................................................................................................................
resto eu agora,
sem prumo e sem colo,
assassinando sóis no underground.
eu estou na u.t.i. com a cabeça a prêmio
e cada vez que você vem me visitar, baby,
é para desligar o balão de oxigênio.
.........................................................................................................................................................................
pensei que fosse oceano;
era só um aquário.
pensei que fosse paris;
eram os 20 watts de uma lâmpada no canto de um cenário.
pensei que fosse mozart;
eram os acordes imperfeitos
de um jingle ordinário.
pensei que fosse o pecado maior;
era o mea-culpa
de um réu-primário...
pensei que fosse você,
mas era apenas o sol.
........................................................................................................................................................................
se eu penso em você ao meio-dia
um segundo depois são onze e vinte da noite.
tudo escurece: o mote, o norte, os montes e a luz do poste.
morre o vaga-lume, some o horizonte.
quando penso em você,
independentemente da hora,
o relógio agoniza, a lua suicida e a poesia adoece.
apenas a tristeza roça além do que não pode...
quando penso em você.
quando penso em você, a literatura se fode e,
quase, vira zero: zero vírgula,
este verso que não morde.
Los Hermanos - Fingi na hora rir
"Pois eu, eu só penso em você
Já não sei mais porque
Em ti eu consigo encontrar
Um caminho, um motivo, um lugar
Pra eu poder repousar, meu amor
Quantas horas mais vão me bater até você chegar?
Aqui meu lar deixou de ser aquilo que um dia eu construí
E eu fico sozinho, esperando pra trazer você pra mim
Sofro por saber que não sou eu quem vai te convencer
Que cada dia a mais é um dia a menos pro encontro acontecer
E eu fico sozinho, esperando por você, meu bem-querer..."
Ainda são tantas as músicas que falam de nós...
Já não sei mais porque
Em ti eu consigo encontrar
Um caminho, um motivo, um lugar
Pra eu poder repousar, meu amor
Quantas horas mais vão me bater até você chegar?
Aqui meu lar deixou de ser aquilo que um dia eu construí
E eu fico sozinho, esperando pra trazer você pra mim
Sofro por saber que não sou eu quem vai te convencer
Que cada dia a mais é um dia a menos pro encontro acontecer
E eu fico sozinho, esperando por você, meu bem-querer..."
Ainda são tantas as músicas que falam de nós...
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Parte de nós...
"Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria-peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.
Por causas dos carros e das pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.
Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mas com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estava bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que já eram. Foram então aprender que, não estando distraídos, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos".
Clarice Lispector
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria-peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.
Por causas dos carros e das pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.
Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mas com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estava bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que já eram. Foram então aprender que, não estando distraídos, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos".
Clarice Lispector
"Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas, continuarei a escrever..."
Clarice Lispector
"...E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas queri inteiro, com a alma também. Por isso não faz mal que você não venha, esperarei o tempo que for preciso..."
Clarice Lispector
Clarice Lispector
"...E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas queri inteiro, com a alma também. Por isso não faz mal que você não venha, esperarei o tempo que for preciso..."
Clarice Lispector
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Reconstituição - Elisa Lucinda
"Tive de repente
Uma saudade da bebida que eu estava bebendo
Tive saudade e tentei me lembrar do gosto que faltava,
qual era a bebida...
Fui procurando entre copos e móveis
e dei com sua boca.
A saudade era dela. A bebida era o beijo."
Para Jean Luvisoto...Saudade... e vontade de beber de ti... sempre.
Uma saudade da bebida que eu estava bebendo
Tive saudade e tentei me lembrar do gosto que faltava,
qual era a bebida...
Fui procurando entre copos e móveis
e dei com sua boca.
A saudade era dela. A bebida era o beijo."
Para Jean Luvisoto...Saudade... e vontade de beber de ti... sempre.
Soneto do Corifeu - Vinícius de Moraes
São demais os perigos dessa vida
Para quem tem paixão
Principalmente quando uma lua chega de repente
E se deixa no céu como esquecida.
E se ao luar que atua, desvairado
Vem se unir uma música qualquer
Daí, então, é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto uma mulher.
Deve andar perto uma mulher que é feita
De música, luar e sentimento
E que a vida não quer de tão perfeita
Uma mulher que é como a própria lua:
Tão linda que só espalha sofrimento,
Tão cheia de pudor que vive nua.
Para quem tem paixão
Principalmente quando uma lua chega de repente
E se deixa no céu como esquecida.
E se ao luar que atua, desvairado
Vem se unir uma música qualquer
Daí, então, é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto uma mulher.
Deve andar perto uma mulher que é feita
De música, luar e sentimento
E que a vida não quer de tão perfeita
Uma mulher que é como a própria lua:
Tão linda que só espalha sofrimento,
Tão cheia de pudor que vive nua.
Os inconsoláveis - Vinícius de Moraes
Desesperados vamos pelos caminhos desertos
Sem lágrimas nos olhos
Desesperados buscamos constelações no céu enorme
E em tudo, a escuridão.
Quem nos levará à claridade?
Quem nos arrancará da visão a treva imóvel?
E falará da aurora prometida?
Procuramos em vão na multidão que segue
Um olhar que encoraje nosso olhar
Mas todos procuramos olhos esperançosos
E ninguém os encontra.
Aos que vêm a nós cheios de angústia
Mostramos a chaga interior sangrando angústias
E eles lá se vão sofrendo mais.
Aos que vão em busca de alegria
Mostramos a tristeza de nós mesmos
E eles sofrem, que eles são os infelizes
Que eles são os sem-consolo...
Quando virá o fim da noite
Para as almas que sofrem no silêncio?
Por que roubar assim a claridade
Aos pássaros da luz?
Por que fechar assim o espaço eterno
Às águias gigantescas?
Por que encadear assim à terra
Espíritos que são do imensamente alto?
Ei-la que vai, a procissão das almas
Sem gritos, sem prantos, cheia do silêncio do sofrimento
Andando pela infinita planície que leva ao desconhecido
As bocas dolorosas não cantam
Porque os olhos parados não vêem.
Tudo neles é a paralisação da dor no paroxismo
Tudo neles é a negação do anjo...
São os inconsoláveis
-águias acorrentadas pelos pés.
Escrito no Rio de Janeiro, em 1933.
são os Inconsoláveis.
- Águias acorrentadas pelos pés.
Rio de Janeiro, 1933
Sem lágrimas nos olhos
Desesperados buscamos constelações no céu enorme
E em tudo, a escuridão.
Quem nos levará à claridade?
Quem nos arrancará da visão a treva imóvel?
E falará da aurora prometida?
Procuramos em vão na multidão que segue
Um olhar que encoraje nosso olhar
Mas todos procuramos olhos esperançosos
E ninguém os encontra.
Aos que vêm a nós cheios de angústia
Mostramos a chaga interior sangrando angústias
E eles lá se vão sofrendo mais.
Aos que vão em busca de alegria
Mostramos a tristeza de nós mesmos
E eles sofrem, que eles são os infelizes
Que eles são os sem-consolo...
Quando virá o fim da noite
Para as almas que sofrem no silêncio?
Por que roubar assim a claridade
Aos pássaros da luz?
Por que fechar assim o espaço eterno
Às águias gigantescas?
Por que encadear assim à terra
Espíritos que são do imensamente alto?
Ei-la que vai, a procissão das almas
Sem gritos, sem prantos, cheia do silêncio do sofrimento
Andando pela infinita planície que leva ao desconhecido
As bocas dolorosas não cantam
Porque os olhos parados não vêem.
Tudo neles é a paralisação da dor no paroxismo
Tudo neles é a negação do anjo...
São os inconsoláveis
-águias acorrentadas pelos pés.
Escrito no Rio de Janeiro, em 1933.
são os Inconsoláveis.
- Águias acorrentadas pelos pés.
Rio de Janeiro, 1933
Dialética - Vinícius de Moraes
É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção.
É claro que te acho linda
E em ti bendigo o amor das coisas simples.
É claro que te amo
E tenho tudo pra ser feliz.
Mas acontece que sou triste...
Compartilhando contigo um dos meus poetas preferidos...
E a alegria, a única indizível emoção.
É claro que te acho linda
E em ti bendigo o amor das coisas simples.
É claro que te amo
E tenho tudo pra ser feliz.
Mas acontece que sou triste...
Compartilhando contigo um dos meus poetas preferidos...
Hoje... pour toi, mon chér, ma vie...
"...Mas eu faço mais do que te compreender, disse ela apressada, eu te amo..."
"Eu te amo a perder de vista"
Mário Quintana
"Se estou contigo
É porque estás comigo
E nós não podemos nos perder"
Paulinho Moska
"No futuro da minha memória
Você está comigo em todo lugar"
Paulinho Moska
"Prefiro morrer de qualquer excesso a morrer de qualquer contenção"
"Meu coração vive cheio de amor e deserto... Perto de ti dança a minha alma desarmada".
"...Tudo começou com um sim".
"...que medo alegre: o de te esperar"
Clarice Lispector
"E as horas lá se vão, loucas ou tristes, mas é tão bom, em meio às horas todas, pensar em ti... saber que tu existes..."
Mário Quintana
"Ter medo não ajuda a viver".
"Amar-te foi belo porque tive a certeza de estar viva quando a morte me tocara mais vezes do que sabes..."
"Eu te amo a perder de vista"
Mário Quintana
"Se estou contigo
É porque estás comigo
E nós não podemos nos perder"
Paulinho Moska
"No futuro da minha memória
Você está comigo em todo lugar"
Paulinho Moska
"Prefiro morrer de qualquer excesso a morrer de qualquer contenção"
"Meu coração vive cheio de amor e deserto... Perto de ti dança a minha alma desarmada".
"...Tudo começou com um sim".
"...que medo alegre: o de te esperar"
Clarice Lispector
"E as horas lá se vão, loucas ou tristes, mas é tão bom, em meio às horas todas, pensar em ti... saber que tu existes..."
Mário Quintana
"Ter medo não ajuda a viver".
"Amar-te foi belo porque tive a certeza de estar viva quando a morte me tocara mais vezes do que sabes..."
De mim...
Quero algo brutal, expelido das entranhas, cansei do lirismo, da poesia. Quero minha fome saciada, cansei de morrer de inanição. Cansei de arranhões, não tenho tempo, quero fratura exposta, sangue a jorrar das artérias, viscoso a limpar o chão dos meus passos trôpegos, tingindo de vermelho esse rosado esmaecido da minha vida sem você.
Quero gritos, gemidos e sussurros ferem meus ouvidos. Quero lacerações na carne, dentes afiados cravados onde lhe aprouver. Quero muito. E tenho pressa. Não tenho mais tempo, meu relógio já não conta os segundos, minutos, horas, conta atos, ainda que falhos.
Não quero beijos que não me derretam por dentro, por completo. Morda, rasgue, me retalhe em postas, não tenho mais tempo para a delicadeza. Não quero tuas palavras me chegando calmas, grite obscenidades no meu ouvido, me ensurdeça com teu silêncio, faça-me falar até gastar tudo aquilo que engoli. Quero te vomitar de mim, te dar uma outra forma que não a do amor idealizado. Aliás, não quero amor, não tenho tempo, principalmente quando me chegas toda a dor.
Quero gritar, estilhaçar espelhos em que te vejo, lançar maldições a esmo, exterminar com requintes de crueldade todos os gatos pretos, me jogar numa imensa fogueira para ver se derreto e te esqueço.
Quero partir, mesmo sem lugar para ir, você é estrada de todos os meus caminhos. Me lançaria ao mar se soubesse que vou me afogar, infelizmente, aprendi a nadar contra a maré. Quero quebrar pratos, copos, garrafas que já me embriagaram. Vazias, estão empilhadas num canto, guardam lugar para mim.
Quero fora de mim toda essa fúria que me corrói as vísceras, não tenho tempo para a morte lenta, prefiro poderosos venenos que se alastram. Desisti até dos cortes nos pulsos. Não tenho tempo.
Na verdade, quero, tanto, recostar no teu peito e poder descansar, mas nem isso... não tenho mais tempo.
Rosana Ribeiro 15.Outubro.2007
Para Jean Luvisoto. Pour toi, mon chér... minha fome, minha fúria, minha voz e meu silêncio. Dono de tudo o que há em mim. Abimo Pectore.
Quero gritos, gemidos e sussurros ferem meus ouvidos. Quero lacerações na carne, dentes afiados cravados onde lhe aprouver. Quero muito. E tenho pressa. Não tenho mais tempo, meu relógio já não conta os segundos, minutos, horas, conta atos, ainda que falhos.
Não quero beijos que não me derretam por dentro, por completo. Morda, rasgue, me retalhe em postas, não tenho mais tempo para a delicadeza. Não quero tuas palavras me chegando calmas, grite obscenidades no meu ouvido, me ensurdeça com teu silêncio, faça-me falar até gastar tudo aquilo que engoli. Quero te vomitar de mim, te dar uma outra forma que não a do amor idealizado. Aliás, não quero amor, não tenho tempo, principalmente quando me chegas toda a dor.
Quero gritar, estilhaçar espelhos em que te vejo, lançar maldições a esmo, exterminar com requintes de crueldade todos os gatos pretos, me jogar numa imensa fogueira para ver se derreto e te esqueço.
Quero partir, mesmo sem lugar para ir, você é estrada de todos os meus caminhos. Me lançaria ao mar se soubesse que vou me afogar, infelizmente, aprendi a nadar contra a maré. Quero quebrar pratos, copos, garrafas que já me embriagaram. Vazias, estão empilhadas num canto, guardam lugar para mim.
Quero fora de mim toda essa fúria que me corrói as vísceras, não tenho tempo para a morte lenta, prefiro poderosos venenos que se alastram. Desisti até dos cortes nos pulsos. Não tenho tempo.
Na verdade, quero, tanto, recostar no teu peito e poder descansar, mas nem isso... não tenho mais tempo.
Rosana Ribeiro 15.Outubro.2007
Para Jean Luvisoto. Pour toi, mon chér... minha fome, minha fúria, minha voz e meu silêncio. Dono de tudo o que há em mim. Abimo Pectore.
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